May 13, 2011

Vejo o que não quero ver e sinto o que não quero sentir.

O dia esta clareando, posso ver que não faz noite a muitas décadas que não vejo o sol, quase não vejo ninguém na rua, estou na periferia de uma gigantesca metrópole entre os anos 2185 e 2190, nao saberia dizer exatamente em que ano é o tempo não passa como antigamente, nossa perspectiva de tempo já 0não é, mas a mesma, nao existem dia de 24h, há umas seis décadas faz muito frio, o céu já não representa nossa antiga noção de céu, as nuvens, mudou de cores, o azul celeste deu lugar a um branco, não saberia nem dizer por que ainda estou vivo, tenho 110 anos de idade, mas pareço meu antepassado há 150 anos, tenho a sensação que ainda tenho 50 anos, as novas formas de alimentação não me deixa envelhecer, estou bem fisicamente, nao adoeço faz 30 anos, nao conheço a ninguém enfermo, o todos estão enfermos e não percebemos.
Tudo esta de uma maneira que a percepção da realidade é muito afastada do real, sinto que estou em essa realidade, mas ao mesmo tempo é como se caminhasse em uma onda sonora, silenciosa como se fosse uma barreira para que pudesse seguir adiante até dobra a esquina, igual que sinal de hi-fi, sente que estou sendo guiada por ondas eletro magnética? Será eu um robô? O um semi-robo? Não entendo por que comporto assim e tampouco não entendo porque não sei o que passa.

São muitas as coisas que já não entendo nesse dias tão infelizes e escuros, como era pura minha infância cheio de cores e cheiros, pintar desenho de todas as cores e cheiro diferente e sensivel o mundo a qual meus pais me mostraram não existe e não sei como foram dadas essas mudanças radicais, como se pudessem ver a câmara orientando meus seguintes passos, sinto que quero ir para a direita, mas meus pés me levam para a esquerda não entendo porque não posso fazer que queira, mas si um impulso que me impede de fazer algo que realmente penso em fazer é como se quiseram escrever com a esquerda e algo me obrigasse a escrever com a direita ainda que tenha a sensação que sou destro.

Tenho lembrança de um povoado esta num passado tão distante não sei o porquê tenho essas visões, nem onde sai essa imagem? São projetadas a milímetro de mis olhos, quando deito para dormir. Esse pequeno e lindo povoado vem não aos meus sonhos, mas a minha consciência lúcida, vejo um dia lindo, muito sol, tem uma praça com uma enorme igreja, as pessoas caminham em volta desse lugar que ao centro com sua imponente construção chama a atenção por nunca esta terminada, concreto de cores cinza nas paredes reflete a forte luz do sol, que lindo esse sol, posso ver as pessoas contemplando o por do sol todos os dias a beira da estrada, muitas palmeiras, grama verde e amarela um leve vento traz o suave calor do fim da tarde, mães e filhos de mãos dadas, um leve e lindo sentimento posso ver nos olhares de cada um, o raios solares reflete na retina de cada um dos belos olhos, sinto muito porque não poder entra em contato com eles e nem eles comigo.

Ao redor dessa localidade muitos jovens, mulheres bonitos conversa com rapazes de corpo atlético que em sua maioria usa bicicleta, é uma tarde de alegria, sentimento tão inexistente em nossos dias, as pessoas se toca com as mãos no rosto um do outro, que distribuição de carinho única, quanta tranqüilidade se ver expresso naqueles que ali estão uma combinação de paz e harmonia em suas fisionomias, porque não somos assim, o que foi que aconteceu como nosso antepassado? Onde perdemos o fio de nossa essência? Deixaram-nos que perdêssemos essa essência tão pura e natural, estamos em um mundo produzido para que ao mesmo tempo saibamos de tudo relacionado ao nosso passado e ao mesmo tempo não tenhamos nenhuma noção de como interpretá-lo o analisar o que já foi produzido pelas gerações anteriores.

Será que podemos pensar que podemos mudar isso, o será que já perdemos a curva de nossas gerações antepassadas?

Quero acordar, mas não consigo, ainda que lute para abrir meus olhos que já estão abertos não tenho a menor vontade de levanta desse sofá, muito menos posso porque tenho uma tonelada de ar sobre minha sala que não me permite despertar o mover-me. Olho para as paredes que de repente existe e de repente são invisíveis, estranho porque sempre que necessito olhar para fora não tenho parede, mas quando não quero olha para fora as paredes transforma em mil coisas, sempre faz o que penso e mesmo antes de pensar ela interatua comigo, mesmo que em geral seja para vender algo.

Meus pais morreram já faz, 55 anos e ainda não posso levar uma vida normal, não os vejo há muito tempo, não recordo nada de minha longa convivência com eles e meus irmãos, já não esta meus amigos não sei que será deles, mas, tenho a impressão que vivia muita com eles em uma época muito distante. Estávamos todos trabalhando no ministério do Governo Central Federal Mundial, faz 20 anos que me aposentei e não posso, mas trabalhar porque não tenha a licença do ministério.

Meu filho não o vejo há quase 18 anos estão todos vivendo na Lua, e sempre que procura saber deles algo passa que não posso. Eles já estão todos grandes, imagino que devo ter neto e bisneto. Como será que eles vivem em um lugar tão remoto? Fui uma vez na Lua de férias com meus pais, mas na verdade só lembro-me da chegada e saída, porque não consigo lembra-se de nada de meu passado?

Sinto que em algum lugar soa a algo, sentado no sofá nano digital que se descompõem ao levantar-se, vivo no anda 78 de um edifício, nunca vi um vizinho saindo de seus apartamentos, não tenho relação com ninguém há muitos anos, quase não falo com as pessoas, quase todos são maiores e na verdade nem sei quantos anos estou aqui, ainda que reconheça o caminho de minha casa, acho que isso eu lembro? O algo me faz recordar todos esses caminhos, meu apartamento é muito grande caberia muita gente desses povoando que vejo todos os dias aqui na minha sala, vivo só e sem ninguém para convidar para que me visite, não temos permissão para tomar álcool, é proibido qualquer tipo de droga a não ser essa coisa que tomamos diariamente como alimentação.

Não tenho idéia de como tenho uma casa tão grande assim, e nem sei como pago tudo isso, na verdade nem sei como ganho dinheiro sabe que sou aposentado, e todo fim de mês aparece muito dinheiro na minha conta aliais, mas que necessito tenho comida que nunca compro, mas nunca falta, ainda que não tenha tanta comida com a cinco gerações atrás. Em este povoado os vejo sempre com muita abundância de comida, é uma mistura muito rara de vários tipos de comida, até um pouco exagerado, ainda que parecesse ser muito nojenta, gostaria de experimentar, mas não posso, não sei por quê?

Gosto de anda pelas ruas dessa cidade que não lembro o nome. Estou agora no futuro e vejo que o passado era muito diferente de tudo que sinto e respiro, essa cidade tem algo muito diferente, parece medo, não sei como respiro, porque não sinto o vento sair da minha boco e nariz, as arvores são todas de mentira elas aparece quando um esta ai, já não existe o vazio cheio de matéria, se uma pessoa não vive esta realidade, isso quer dizer que a realidade não existe se um não participa dela assim tal qual como é! Quer dizer que não existe essa realidade? Os parques se vão construindo na minha frente à medida que caminho, consigo ver a três o 4 metros adiante, estou no limite da cidade e os vários campos que não consigo ver o final mesmo estando a quatro mil metros de altura, uma área totalmente desabitada, sinto que estou caminhado rumo a uns largos campos inundado de colores, cada etapa desses vastos horizontes podemos ver flores de distinta tonalidade, ainda que sinta que não estou ai presente, mas sim em outro lugar que também não tenho idéia de onde é muito menos consigo ver o sentir esse lugar.

Sempre que desperto não consigo lembra como dormir e muitos menos quanto tempo dormir, não entendo porque de essa desinformação e falta de memória, é como um chip que foi apagado o implantado em minha cabeça e me deixa assim perdido no espaço e tempo, um ver que as pessoas que andam na rua muitos menos sabem o que estão fazendo o falando, ao mesmo tempo em que não tenho necessidade de pergunta o tira duvida, a informação chega a todo o momento mesmo sem necessitá-la, o quando a tenho em fração de segundo já tenho a resposta para qualquer problema.

Tudo é digital e limpo, por onde um olha edifício, asfalto, a rodovia, supermercado, as casa tudo é muito transparente e eletrônico como uma TV gigante que incorporaram a realidade é construída no momento em que um vive o momento real, como se adiantasse o corpo o momento zero do tempo ou ao momento final do tempo uma vez que vivo no limite do tempo e a cada segundo passo construído para este ai pronto para mi e ninguém, mas, será esse o futuro minimalista técnico industrial. Essa construção do real é algo informal e material que não consigo desassociar muito menos transformá-la ainda que não sinta essa necessidade uma vez que tudo esta se adaptando ao meu pensamento mesmo que não tenha formulado esse pensamento.

Antes tinha costume de ler alguns livros que tinha na minha casa e que um dia desapareceram todos e nunca, mas pude ler-los, agora o livro se constrói na minha frente em fração de segundo uma vez que debito uns credito na conta ainda que nunca encontre o que quero, muito menos entendo porque sempre desfaço dos meus desejos de ter certo tipo de livro e termino lendo outro.

Recordo que há muitos anos a Grande Revolução Técnica- Robótica foi o grande momento da humanidade onde o homem deixa de trabalhar e fazer exercício físico e dedicar somente ao mundo intelectual, as novas escalas industriais estão levando o humano à condição de quase divindade pela máquina que ocupa a função no processo do desenvolvimento humano, passamos a viver só pelo prazer de viver e chegar aos 180 anos já é algo possível e doloroso, certa angustia para termina a vida que não passa nunca, temos medicamento de animo para poder suportar um vida tão longa e monótona.

Esse povoado tão pequeno e de tanta gente bonita estou nele de novo, isso parece o ano 2015, vejo que é uma sociedade muito atrasada, que estranho a comida deles, come 1,5 kg de comida diária, como pode isso, hoje seria impossível tanto desperdício. Vejo por encima do pequeno povoado a movimentação das pessoas no dia a dia, como se comporta, aonde vão à compra, aonde vão a conversar, aonde vão a tomar, eles não repetem o mesmo sempre, não são lineares seus comportamentos.

As ruas não seguem uma lógica obvia de regulação para facilitar e escoação da produção o a facilitação do descolamento humano, ainda que seja pequena a cidade tudo se ver muito desorganizada, mesmo sendo tão lindos e puros tudo que se ver, são muito pré-histórico em muito comportamento, matam animais, come carne, toma álcool, seus sistema de educação é algo que não entendo como eles estudam isso, ainda acredita em um Deus, em forca superior que crio tudo, mas que ainda assim se ver tudo tão puro cheio de sentimento e contato intrapessoal, coisa que não sabemos fazer em esses dias.

Queria corre em direção a essa gente e dizer como será seu futuro e dizer que não se comporte assim por que algo muito horrível está esperando por eles, mas não sei com fazer isso, sinto que não vivo em meu mundo, muito menos nesse mundo e nem tampouco no mundo que estão me guiando, mundo que estão me guiado? Porque estou falando isso?

Estou de novo em meu sofá que me prende a bunda e não posso levantar, sinto algo estranho que aconteceu, porque não me sai da minha cabeça esta palavra guiado? Que significa tudo isso, que liberdade é essa?

Porque não tenho sonho, puta que fome, quero comer algo, sai correndo em direção a geladeira, não tenho muita comida, que é essa pastilha? Porque doem meus olhos e músculos?

Em fração de segundo tudo volta ao normal e não vejo a luz do dia e esqueço o que esta fazendo e pensando.